segunda-feira, 6 de abril de 2009

Eles vão sumir...

O Aquecimento global e o turismo descontrolado são alguns dos fatores que estão contribuindo para que maravilhas do nosso planeta entrem em extinção a curto prazo.

O livro: Disappearing Destinations – 37 places in peril and what can be done to help save them (editora Vintage), foi escrito pelas jornalistas Kimberly Lisagor e Heather Hansen. A obra, publicada em 2008 nos Estados Unidos (ainda sem edição em português), indica 37 lugares em perigo no mundo – e, em alguns casos, sugere meios de salvá-los. Veja aqui alguns destes lugares.


Glacier National Park
Com geleiras de mais de 3,5 quilômetros de altura, o Glacier National Park, no estado americano de Montana, poderá ser obrigado a muda
r de nome em breve. A ameaça vem do aquecimento global: no século 19, a área tinha 150 glaciares, que começaram a derreter lentamente ainda na década de 1850. Atualmente, apenas 27 deles resistem. A estimativa otimista é de que todos desapareçam até 2030.


Veneza
A cidade mais poética do mundo vem perdendo a luta contra o elemento que a torna especial: a água. Seus célebres canais, que surgiram entre 3 mil e 6 mil anos atrás, têm se enchido com frequência cada vez maior, o que faz com que o Adriático invada residências, igrejas e lojas. É possível que, nos próximos anos, ver a Piazza San Marco inundada deixe de ser uma exceção – para virar a regra.


Alpes Austríacos
Considerada uma das melhores áreas para a prática do esqui no mundo, a parte austríaca dos Alpes também é vítima do aquecimento global: lá, a neve está cada vez mais distante do pé das montanhas. Para as próximas décadas, climatologistas calculam que a linha de neve na Áustria saia dos 654 metros de altitude e fique a quase 1000 metros do nível do mar, longe demais de muitos resorts alpinos.

Grande Barreira de Corais Australiana
Principal refúgio mundial da biodiversidade marinha, a Grande Barreira de Corais da Austrália tem um ecossistema delicado, que pode não resistir ao aquecimento global. Diante de temperaturas altas, os corais se fecham. Ao fazer isso, acabam desalojando as algas que vivem dentro deles e são responsáveis por seus pigmentos. Em vez de verde ou amarelo, partes da Barreira estão ficando brancas.


Monte Kilimanjaro
A visão é quase inacreditável: no calor da savana, e
rgue-se uma montanha nevada. A 5 895 metros de altura, o pico do Kilimanjaro, na Tanzânia, é o ponto mais alto da África. Estima-se que a neve esteja lá há pelo menos 12 mil anos, embora venha diminuindo desde meados do século 19. A cobertura nevada, que hoje corresponde a menos de 20% da original, deve sumir por volta de 2020.



Tuvalu

Composto por nove pequenas ilhas do Pacífico, o país pode se orgulhar de sua beleza, mas não da altitude de seus planaltos: o ponto culminante de Tuvalu fica meros 4 metros acima do nível do mar. Nos próximos 50 anos, o oceano deve subir 1 metro, o que deixará a maior parte do território tuvaluano submerso. A água salgada já está invadindo vilas e fazendo com que a população fuja para a Nova Zelândia.


Preoculpante não é? Só espero ter dinheiro para conhecer estes locais antes que se tornem lendas!
Veja mais locais no site viajeaqui.com.br
Por Vitor Souza

3 comentários:

  1. Em um documentário da Discovery eu vi que isso do aquecimento global é inevitável. É da natureza do planeta se aquecer, independente da existência dos homens.

    Acontece que a presença humana, e suas atividades, está contribuindo (como você mesmo falou)no aceleramento desse processo, o que é lamentável...

    Mas não podemos fazer nada para impedir isso, apenas adiar. O planeta já se "esquentou" milhares de vezes.

    Esse é apenas mais um aquecimento global.

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  2. Sei disso sim, O homem apenas está atuando como catalisador desse aquecimento. Daqui a alguns anos ele entra em processo de glaciação (de novo)

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  3. My dream é conhecer Veneza... concordo com seu ultimo comentario "... Só espero ter dinheiro para conhecer estes locais antes que se tornem lendas!"

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